A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reuniu equipes das nove Unidades Regionais de Fiscalização (URFIS) e representantes de 7 CIAS da Polícia Militar de Meio Ambiente, entre terça-feira (6/10) e quinta-feira (8/10), em Sete Lagoas, para definir as prioridades da fiscalização ambiental em Minas Gerais para 2027.
O Workshop de Construção do Plano Anual de Fiscalização (PAF) teve como objetivo avaliar os resultados parciais das ações realizadas em 2026 e elaborar, de forma integrada e participativa, a agenda de fiscalização para o próximo ano. O planejamento considera o Diagnóstico Ambiental de Minas Gerais, as pressões ambientais identificadas em cada região e a experiência das equipes responsáveis pelas operações.
Durante os três dias de atividades, os participantes discutiram estratégias de atuação em cinco áreas temáticas: flora, recursos hídricos, fauna, pesca e atividades potencialmente poluidoras. A programação também incluiu a elaboração de mapas mentais regionais para organizar as demandas e identificar as ações que devem ser mantidas, incorporadas, ajustadas ou priorizadas no próximo ciclo de fiscalização.
A proposta é alinhar as estratégias estaduais às particularidades de cada território, direcionando os esforços para as áreas com maiores pressões ambientais e contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos disponíveis.
A chefe regional da Unidade Regional de Fiscalização do Triângulo Mineiro, Francely de Tillio, destacou a importância do diagnóstico ambiental para orientar as operações, especialmente na área de recursos hídricos.
“Estamos planejando operações em recursos hídricos, com sugestões de locais a serem fiscalizados onde há maior pressão ambiental, tanto em relação à exploração dos recursos quanto à qualidade da água”, explicou.
Planejamento integrado
O Plano Anual de Fiscalização é um instrumento de gestão estratégica que orienta a organização das ações de fiscalização ambiental desenvolvidas no estado. A construção conjunta da agenda permite reunir as experiências das equipes regionais da Semad e da Polícia Militar de Meio Ambiente, promovendo o alinhamento das estratégias e a definição de prioridades comuns.
De acordo com a analista ambiental da Diretoria de Estratégia de Fiscalização, Brena Louback, o workshop é uma etapa importante para a elaboração do planejamento de 2027.
“O PAF é um instrumento de gestão estratégica da fiscalização, no qual planejamos as ações que serão realizadas em 2027. O workshop permitiu que a Semad e a Polícia Militar trabalhassem conjuntamente na construção desse documento”, afirmou.
A integração entre os órgãos busca aprimorar a organização das operações, otimizar recursos e fortalecer as iniciativas de prevenção, educação e conscientização ambiental.
O capitão Nazareth, da Polícia Militar de Meio Ambiente, ressaltou que o diagnóstico dos problemas ambientais permite direcionar as equipes para as demandas prioritárias.
“A partir do diagnóstico dos problemas ambientais do Estado, podemos aprimorar nossas ações, otimizar os resultados e direcionar nossos esforços para a prevenção ambiental, a educação e a conscientização da população”, destacou.
Agenda de fiscalização para 2027
O último dia do workshop foi dedicado à consolidação das discussões e à validação da Agenda de Fiscalização do PAF 2027. Nessa etapa, as equipes revisaram as planilhas de trabalho e organizaram informações sobre as ações previstas, os temas prioritários, as unidades responsáveis e os períodos de execução.
Os participantes também receberam orientações para padronizar os cadastros e registrar as atividades no sistema de Gestão de Atividades de Fiscalização Ambiental (GAIA).
Ao final do encontro, a expectativa é consolidar uma agenda revisada e validada, contemplando as prioridades definidas pelas nove unidades regionais e os encaminhamentos acordados entre a Semad e a Polícia Militar de Meio Ambiente.
O documento servirá de referência para a organização das operações de fiscalização ambiental em Minas Gerais ao longo de 2027, com estratégias direcionadas às principais demandas identificadas em cada região.
Caroline Mércia
Ascom/Sisema


