A gestão de resíduos sólidos deixou de ser apenas um desafio ambiental para se tornar uma oportunidade de desenvolvimento econômico. Esse foi o principal tema da abertura da 5ª Feira Mineira de Resíduos, realizada nesta quarta-feira (22/7), em Belo Horizonte. O evento reúne representantes do poder público, empresas, entidades de classe e especialistas para discutir soluções voltadas à economia circular, inovação tecnológica e fortalecimento da cadeia de resíduos no estado.
Promovida pelo Sindicato das Empresas de Coleta, Limpeza e Industrialização de Resíduos de Minas Gerais (Sindilurb-MG), a feira consolidou-se como um dos principais espaços de discussão do setor no estado. Ao longo de dois dias, a programação aborda temas como inteligência artificial aplicada à gestão de resíduos, valorização de materiais, mudanças climáticas, regulação e novos modelos para ampliar a recuperação de recursos e a sustentabilidade dos serviços.
Representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) na cerimônia de abertura, a superintendente de Resíduos Sólidos, Alice Libânia, destacou que a evolução da gestão de resíduos em Minas Gerais passa por uma mudança de visão sobre o papel desses materiais na economia.
"A Feira Mineira de Resíduos acompanha a evolução e o amadurecimento do setor em Minas Gerais. Este ano, ela aborda a gestão de resíduos como uma verdadeira virada de chave. O resíduo passa a ser um ativo, não apenas pelo potencial de proteção da qualidade ambiental, mas também pela geração de empregos, fortalecimento da economia local e pela reintrodução dos materiais nos ciclos produtivos."
Segundo a superintendente, Minas Gerais reúne condições favoráveis para ampliar iniciativas ligadas à economia circular, com investimentos em recuperação de materiais, aproveitamento energético dos resíduos e valorização da matéria orgânica, fortalecendo uma cadeia produtiva que alia desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Na abertura do evento, o presidente do Sindilurb-MG, Marcos Vinicius Savoi, ressaltou que a feira acompanha o crescimento e a profissionalização do setor ao longo dos últimos anos. Para ele, a gestão de resíduos deve ser tratada como uma política pública permanente, capaz de gerar benefícios que vão além da limpeza urbana.
"A limpeza das cidades não pode esperar. A destinação ambientalmente correta dos resíduos não pode esperar. A saúde da população não pode esperar. Precisamos de políticas públicas que tenham continuidade, planejamento técnico, segurança jurídica e responsabilidade, porque as empresas precisam de condições para investir."
Após a cerimônia de abertura, a programação do primeiro dia teve como destaque a palestra magna "Resíduos Inteligentes: Como a IA está transformando a cadeia de resíduos em motor da nova economia circular em Minas Gerais", além de painéis sobre valorização de resíduos e gestão sustentável dos resíduos da construção civil. O segundo dia do evento será dedicado a debates sobre mudanças climáticas, regulação do setor e soluções para ampliar a eficiência da gestão de resíduos sólidos em Minas Gerais.
Caroline Mércia
Ascom/Sisema
*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.


