A gestão regionalizada dos resíduos sólidos, a ampliação de investimentos e a transição para a economia circular marcaram o segundo e último dia da 5ª Feira Mineira de Resíduos, realizada nesta quinta-feira (23/7), em Belo Horizonte. O evento reuniu representantes do poder público, setor produtivo e especialistas para discutir soluções capazes de fortalecer a gestão ambiental e ampliar o aproveitamento dos resíduos como fonte de desenvolvimento econômico.
Representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a superintendente de Resíduos Sólidos, Alice Libânia, participou do painel sobre os desafios atuais da gestão dos resíduos sólidos urbanos e destacou que a troca de experiências entre municípios, empresas e instituições fortalece a implementação de políticas públicas voltadas à economia circular.
"O debate mostrou os desafios enfrentados atualmente pelos municípios na gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos e reforçou o caminho que Minas Gerais vem construindo para promover a transição para a economia circular. A política estadual tem investido na estruturação de projetos regionalizados, capazes de fortalecer a cooperação entre os municípios e ampliar a eficiência da gestão", afirmou.
Segundo Alice Libânia, um dos principais avanços do debate foi aproximar as discussões sobre resíduos urbanos e industriais, evidenciando desafios comuns e oportunidades para ampliar a valorização dos materiais.
"Precisamos mudar a forma como enxergamos os resíduos. Eles representam uma oportunidade de recuperar valor econômico, gerar receita e evitar que materiais com potencial de reaproveitamento tenham como destino os aterros sanitários", destacou.
Outro tema em evidência foi a necessidade de ampliar a participação da iniciativa privada na estruturação de projetos para o setor. Durante a programação, o assessor técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Casa Civil da Presidência da República, Pedro Duarte, apresentou estratégias para fortalecer a articulação entre governos, instituições financeiras e investidores.
Segundo ele, a coordenação entre diferentes órgãos públicos é fundamental para acelerar projetos de concessão e parcerias, especialmente em áreas como o saneamento e a gestão de resíduos sólidos.
"O orçamento público é importante, mas insuficiente para atender às necessidades do setor. Por isso, é essencial construir uma articulação entre governos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento e iniciativa privada para acelerar investimentos e ampliar a capacidade de execução dos projetos", explicou.
Ao longo do segundo dia, a programação também abordou temas como mudanças climáticas, regulação, financiamento e estratégias para tornar a gestão de resíduos sólidos cada vez mais eficiente e alinhada aos princípios da economia circular.
Caroline Mércia
Ascom/Sisema
*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.


