A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) apresentou, nessa quarta-feira (24/6), o programa Aliança Ambiental Estratégica de Minas Gerais durante a reunião ordinária da Câmara de Atividades de Infraestrutura de Energia, Transporte, Saneamento e Urbanização (CIF) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).
A iniciativa tem como objetivo aproximar o setor produtivo de projetos voltados à melhoria da qualidade ambiental no estado, estimulando a participação voluntária de empresas no financiamento e apoio a ações de sustentabilidade.
A apresentação foi conduzida pela diretora de Projetos Ambientais e Instrumentos Econômicos da Semad, Fabiana Moreira, que destacou que o programa surgiu a partir da demanda de empresas interessadas em contribuir para iniciativas ambientais. “As empresas nos procuravam solicitando projetos para que pudessem voluntariamente financiar ou apoiar de alguma forma. Foi assim que surgiu a Aliança Ambiental Estratégica”, explicou.
O programa é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Semad, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e, mais recentemente, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).
Além de estimular investimentos em projetos ambientais, a iniciativa também reconhece as empresas que contribuem para a melhoria da qualidade ambiental em Minas Gerais. “Criamos uma forma de reconhecer essas empresas que têm interesse em financiar projetos que melhoram a qualidade ambiental do estado de Minas Gerais”, ressaltou Fabiana.
Entre os benefícios oferecidos às empresas participantes estão o fortalecimento da imagem institucional, maior visibilidade, alinhamento às práticas de sustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além do aumento da atratividade perante clientes e investidores.
Atualmente, a Aliança Ambiental Estratégica está organizada em diferentes modalidades. A Aliança pela Produção Sustentável incentiva práticas de ecoeficiência e redução do consumo de recursos naturais. Já a Aliança pela Restauração apoia iniciativas de recomposição da vegetação nativa. Neste ano, foi lançada ainda a Aliança pelas Mudanças Climáticas, voltada para ações de descarbonização e monitoramento das emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a diretora, a nova modalidade busca ampliar a colaboração entre o setor produtivo e o poder público na construção de estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas. “A ideia é mobilizar parcerias junto ao setor produtivo e estruturar um fluxo sistemático para o compartilhamento de dados de gases de efeito estufa e demais poluentes atmosféricos, permitindo um monitoramento mais preciso dos inventários de Minas Gerais”, afirmou.
Durante a reunião, também foram apresentados exemplos de projetos já desenvolvidos no âmbito do programa, incluindo iniciativas de agricultura comunitária, implantação de viveiros de mudas, recuperação de áreas degradadas e ações de educação socioambiental.
Os resultados demonstram o potencial das parcerias entre empresas e governo para ampliar investimentos em conservação ambiental, fortalecer políticas públicas e contribuir para um modelo de desenvolvimento cada vez mais sustentável em Minas Gerais.
Wilma Gomes
Ascom/Sisema


