A Unidade Regional de Fiscalização Ambiental do Norte de Minas realizou, entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, a Operação Grande Sertão IV, com foco no combate ao desmatamento ilegal da flora nativa no Norte do estado. A ação concentrou esforços em uma das regiões com grandes extensões territoriais e que ainda registra altos índices de supressão irregular de vegetação.
A operação foi realizada nos municípios de Ibiaí, Coração de Jesus, São João da Lagoa e São João do Pacuí, com o objetivo de atingir alvos onde houve indícios de desmates recentes ou em fase inicial. Para isso, as equipes utilizaram ferramentas avançadas de geotecnologia, capazes de identificar alterações na cobertura vegetal e direcionar as fiscalizações de forma mais precisa e estratégica.
Durante os cinco dias de operação, foram fiscalizados 12 alvos previamente mapeados. Como resultado das ações, foram apreendidos cinco tratores e duas motosserras utilizadas na supressão irregular da vegetação. Também foram apreendidos 691,31 metros cúbicos de lenha e 41 metros de carvão produzidos a partir de essência nativa, materiais provenientes de exploração ilegal.
Até o momento, o valor total das multas aplicadas soma R$ 801.119,51. Os autos de infração foram lavrados com base na legislação ambiental vigente, que prevê sanções administrativas para atividades de desmatamento sem autorização ou em desacordo com as normas estabelecidas.
Segundo o chefe Regional de Fiscalização, João Paulo Lopes Gomes, o uso de geotecnologias tem ampliado a capacidade de resposta do Estado, permitindo a identificação rápida de áreas desmatadas e a atuação mais eficiente das equipes em campo. A estratégia integra monitoramento remoto, análise técnica e fiscalização presencial.
A Operação Grande Sertão IV reforça o compromisso do Governo de Minas com a proteção da flora nativa e o enfrentamento ao desmatamento ilegal, especialmente em áreas ambientalmente sensíveis. As ações de fiscalização buscam não apenas responsabilizar infratores, mas também coibir novas ocorrências e preservar os recursos naturais da região para as próximas gerações.
Ascom/Sisema

