O Governo de Minas Gerais publicou o Caderno de sete anos – Ações de Recuperação realizadas em 2025 na Bacia do Rio Paraopeba – documento que reúne o balanço das ações desenvolvidas ao longo do último ano no âmbito do Plano de Reparação Socioambiental, sete anos após o rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A publicação consolida o trabalho executado pelas entidades do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), formado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).
O caderno apresenta avanços relevantes em diferentes frentes da recuperação ambiental, como o aumento da eficiência das ações de dragagem do Rio Paraopeba, o manejo e a destinação adequada dos rejeitos, a recuperação de áreas impactadas, o monitoramento contínuo da qualidade da água e do ar, além de iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade e à restauração florestal. O documento também reúne informações sobre programas de educação ambiental, comunicação com as comunidades atingidas, saneamento básico nos municípios impactados e ações de proteção animal.
Ao consolidar esse conjunto de informações, a publicação reforça seu papel como instrumento de transparência e acompanhamento social do processo de reparação. “O Caderno de 7 anos cumpre um papel fundamental de dar visibilidade aos avanços e também aos desafios do processo de reparação socioambiental da Bacia do Rio Paraopeba. Em 2025, alcançamos marcos importantes, como a aprovação dos cronogramas de execução, que fortalecem o controle social e permitem que a sociedade acompanhe, de forma mais efetiva, o cumprimento das obrigações assumidas pela Vale”, destaca Marcela Prado, coordenadora do Núcleo para Recuperação da Bacia do Rio Paraopeba.
Entre os destaques do período está a aprovação dos cronogramas gerais integrados das ações de reparação no Rio Paraopeba e no ribeirão Ferro-Carvão, que passaram a funcionar como instrumentos de transparência e controle social, permitindo o acompanhamento mais efetivo da execução das obrigações assumidas pela empresa responsável. Em 2025, o Sisema também intensificou as fiscalizações técnicas, vistorias em campo e o acompanhamento das obras e estudos ambientais previstos no acordo judicial.
Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lyssandro Norton, a publicação representa um convite à sociedade para acompanhar de forma transparente o processo de recuperação ambiental da bacia. “Gostaria de convidar a sociedade a conhecer o caderno que reúne as ações de recuperação ambiental na bacia do Rio Paraopeba. Ele contempla todas as iniciativas realizadas pelas entidades do Sisema em prol da recuperação ambiental da região. A efetiva implementação de todas as medidas de recuperação representa, sobretudo, respeito às pessoas atingidas pelo desastre de 2019”, destaca o secretário.
O Caderno de sete anos também evidencia os avanços do Programa de Saneamento Básico Universal na Bacia do Paraopeba, com recursos destinados a obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem pluvial e gestão de resíduos sólidos, além da execução do Projeto de Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos, que iniciou suas ações em 2025 e já beneficiou dezenas de municípios com castrações, microchipagem e ações educativas.
Ao reunir dados técnicos, ações executadas e iniciativas em andamento, a publicação reafirma o papel do estado no acompanhamento, fiscalização e coordenação da reparação socioambiental da Bacia do Rio Paraopeba. Mesmo após sete anos do rompimento, o caderno reforça o compromisso do Governo de Minas com a continuidade das ações de recuperação ambiental, de forma integrada, transparente e em respeito às comunidades atingidas. Clique aqui para conferir o Caderno de sete anos com o balanço das ações de recuperação ambiental.
Caroline Mércia
Ascom Sisema

