O desmatamento da Mata Atlântica registrou, em 2025, o menor índice nacional dos últimos 15 anos, segundo dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Em Minas Gerais, o cenário também aponta avanço na preservação do bioma, com redução de 3,4% nos índices de desmatamento em relação ao ano anterior.
Desde o início da série histórica do SAD, em 2022, Minas Gerais apresentou redução de aproximadamente 42% no desmatamento da Mata Atlântica, consolidando um cenário de diminuição das perdas de vegetação nativa no médio prazo.
A redução observada nos últimos anos reflete o fortalecimento do monitoramento ambiental, o avanço das ações de combate ao desmatamento ilegal, especialmente em áreas prioritárias da Mata Atlântica e a ampliação das políticas públicas voltadas à restauração e conservação do bioma.
Fiscalização com alta tecnologia mira desmatamento ilegal
O Governo de Minas Gerais vem intensificando continuamente as ações de combate ao desmatamento ilegal em todo o estado, especialmente nas áreas mais pressionadas da Mata Atlântica. A estratégia reúne monitoramento por satélite, fiscalização em campo e políticas públicas voltadas à produção sustentável.
Somente em 2025, foram realizadas 8.813 fiscalizações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal, resultando em R$ 233,1 milhões em multas aplicadas. Apenas em relação a Mata Atlântica foram 5.209 fiscalizações com R$ 129,2 milhões de multas aplicadas. Em Minas Gerais, intervenções autorizadas na Mata Atlântica também estão condicionadas à compensação ambiental obrigatória. O Decreto Estadual nº 47.749/2019 prevê medidas de restauração ambiental que correspondem ao dobro da área suprimida, reforçando a política de recuperação e conservação do bioma.
As ações de fiscalização incluem monitoramento permanente da cobertura vegetal, atendimento a denúncias e operações planejadas com base em inteligência ambiental.
Por meio da Plataforma Harpia, implementada em novembro de 2025, o Estado ampliou o uso de tecnologia no combate ao desmatamento ilegal. O sistema de monitoramento ambiental utiliza imagens diárias de satélite de alta resolução para acompanhar todo o território mineiro, gerando alertas automáticos de alterações na vegetação nativa, como corte raso, degradação florestal, queimadas e outras ocorrências ambientais relevantes.
Os alertas passam por processos de qualificação e rastreabilidade, permitindo associar cada ocorrência à respectiva imagem de satélite, à data da detecção e à localização geográfica exata.
O sistema também auxilia no direcionamento das equipes de fiscalização, na produção de relatórios e no monitoramento contínuo do desmatamento, fortalecendo a atuação preventiva e ampliando a capacidade de resposta dos órgãos ambientais do Estado.
Com quase 8 milhões de mudas, Minas supera meta do Tratado da Mata Atlântica
Outra frente considerada estratégica pelo Governo de Minas é a recuperação ambiental do bioma. O estado alcançou, com sete meses de antecedência, a meta de plantio de mudas nativas prevista no Tratado da Mata Atlântica, firmado no âmbito do Consórcio de Integração dos Estados do Sul e Sudeste do Brasil (Cosud).
Minas se tornou o primeiro estado das regiões Sul e Sudeste a cumprir o compromisso, superando em quase 12% a meta de 7 milhões de mudas prevista para dezembro de 2026.
Até o momento, 374 municípios registraram o plantio de mais de 7,7 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica, conforme dados da IDE-Sisema. O resultado é consequência de ações de restauração ecológica, compensação ambiental, recuperação de áreas degradadas e iniciativas voluntárias conduzidas por órgãos ambientais, municípios, comitês de bacias e instituições parceiras.
Entre os programas envolvidos estão o Jovens Mineiros Sustentáveis e o Bosque do Amanhã, voltados à educação ambiental e à recuperação de áreas estratégicas do bioma.
“Minas Gerais tem demonstrado que é possível conciliar desenvolvimento econômico, produção sustentável e preservação ambiental. Os avanços na redução do desmatamento e na recuperação da Mata Atlântica reforçam o compromisso do Estado com políticas públicas responsáveis, baseadas em tecnologia, fiscalização e proteção dos nossos recursos naturais”, destaca o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lyssandro Norton.
Ascom/Sisema
